Segue o Zarolho no Facebook





Mostrar mensagens com a etiqueta Passos Coelho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Passos Coelho. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"Governo seco, enxuto, disciplinador e frugal", disse um dia Passos Coelho

O Gabinete de Passos Coelho contratou uma empresa para assegurar o atendimento telefónico na sua residência oficial. Isto apesar de ter no seu gabinete dez secretárias pessoais, nove auxiliares e 12 pessoas a prestar apoio técnico-administrativo no Palácio de São Bento. No entanto, apresenta como justificação para o contrato a "ausência de recursos próprios".

Na imagem abaixo, podemos ver os detalhes do contrato. 



A empresa em causa, a "We Promote - Outsoursing e Serviços, Lda", já há cerca de um ano havia sido contratada para um serviço em tudo semelhante, conforme imagem abaixo, com a diferença que esse contrato tinha metade do valor do agora celebrado. Quererá isto dizer que o Gabinete do Primeiro-Ministro passou de um a dois telefones?




ACTUALIZAÇÃO:



O facto de a gerente da empresa, Catariana Tavares Paulo Flores, ter sido casada com um irmão da ex-Ministra da Educação do Governo de Santana Lopes, é apenas uma coincidência. Só uma coincidência.


A D. Catarina Flores é igualmente gerente da empresa "H.P. - Hospedeiras de Portugal, Promoção e Imagem, Lda.", a qual conta já com um total de 368.476,87€ (mais IVA) em contratos celebrados com o Estado, por ajuste directo.




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

São Bento, o "aspirador" dos cortes nas reformas

Para o Governo, reduzir despesa do Estado significa imediatamente cortar em salários e pensões dos funcionários. Não há volta a dar-lhe. O Governo não consegue ver para além disto. E é a isto que o Governo resume também a tão anunciada "reforma do Estado". Reformar o Estado, na óptica do Governo, resume-se precisamente a cortar em vencimentos e pensões. 

Vai daí, não foi com grande surpresa que recebi a notícia que dá conta das intenções do Executivo liderado por Paulo Portas (sim, por Paulo Portas), em dar um corte retroactivo de 10% nas pensões acima dos 600,00€ dos aposentados do Estado. Esta machadada no rendimento dos pensionistas da Caixa Geral de Aposentações representará uma poupança de cerca de 740 milhões de Euros já em 2014.

Recuemos até Março de 2011 e ao famoso PEC 4. Este PEC, com o qual já ninguém concordava, previa um corte nas reformas acima dos 1.500,00€ e a sua não aprovação acabou por ditar a queda do Governo de José Sócrates. Na altura, Pedro Passos Coelho, líder da oposição, justificou a não aprovação com frases que ficarão registadas como o melhor que a demagogia política pode gerar:
- "Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
- "Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
- "Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
- "Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
- "Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
- "Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
- "Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
- "Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
- "A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
(Todas estas citações foram transcritas da conta no Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho)

Basicamente, Passos Coelho andou dois anos a convencer os portugueses que "bastava tirar Sócrates, colocá-lo lá a ele e tudo se resolvia"(@G_L) mas, como todos já percebemos há muito, Passos Coelho não faz mais do que dar continuidade às políticas do anterior Governo, com a nuance de ir ainda mais longe, pondo em prática medidas que acerrimamente atacou enquanto líder da oposição apostado no assalto ao poder.
No entanto, a poupança gerada por estes cortes serão facilmente absorvidos pela despesa que realmente pesa nas contas do estado que são os gastos que directamente advêm do seu funcionamento.
Peguemos, a título exemplificativo, na Assembleia da República. O Orçamento da Assembleia da República para 2013 "aspira" uns impressionantes 140 milhões de Euros, resultantes da necessidade de manter a funcionar uma instituição desajustadamente pesada e disfuncional quando comparada com a realidade do país. 
A redução de 230 para 180 Deputados, que a nossa Constituição permite, representaria uma redução imediata de cerca de 70 milhões de Euros anuais (há números para todos os gostos) no seu orçamento e num prazo de 10 anos atingiria a poupança que os cortes nas pensões vão gerar, isto para além de representar o início de uma verdadeira reforma da máquina do Estado e de dar ao cidadão um imagem positiva de um Governo que quer começar a cortar na real despesa do Estado e não no rendimento dos seus assalariados e pensionistas.
Mas falta a coragem de lutar contra os interesses instalados na própria AR e, ao invés de se avançar para uma verdadeira Reforma do Estado, vão-se tomando medidas avulsas, desestruturadas e desestruturantes de corte no rendimento disponível dos cidadãos.


"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
- Pedro Passos Coelho, 12-04-2011, na sua conta no Twitter -

Ilustração:
Jorge Brito Drawings

sábado, 8 de junho de 2013

A 10 de Junho comemora-se o quê, mesmo???


Comemora-se a 10 de Junho, como todos sabemos ou deveriamos saber, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. 
Comemoremos, pois então, aquilo que temos hoje para comemorar:

Comemoramos um Presidente da República que pouco fala e, das vezes que fala, mais lhe valia estar calado. Um Presidente que se ofende quando um jornalista lhe chama palhaço (com desprestígio para a classe circense), mas assobia para o lado perante tudo o que dele se diz no caso BPN. Talvez por ser, em ambos os casos, verdade. 
Um Presidente que atribui à intervenção divina de "Fátima" a aprovação de um qualquer exame da Troika. Um Presidente a quem 12.000,00€ mensais de reforma não chegam para as despesas, mas que abençoa os cortes nas reformas de misérias. 
Comemoramos um Primeiro Ministro absolutamente incapaz de governar, agarrado ao poder como um puto à saia da mãe e incompetente até na hora de se demitir. Escuda-se na legitimidade do voto democrático que o elegeu, mas recusa-se a ouvir a voz que vem das ruas e que democraticamente pede a sua demissão. É que nem ouvidos dá aos conselhos do pai.
Comemoramos um Primeiro Ministro que quer despedir 30 mil funcionários públicos, com a desculpa da reestruturação dos serviços do Estado, mas que em apenas 2 anos de governação já fez mais de 4.400 nomeações, sendo já o Primeiro Ministro que mais combateu o desemprego... dos amigos. E dos amigos dos amigos.
Comemoramos um Primeiro Ministro que incentiva o seu povo inteiro a emigrar e vê no desemprego uma oportunidade. Oportunidade, só se for para ele, que o mais próximo que esteve do desemprego foi quando o PSD não tinha cartazes para colar. 
Comemoramos um Ministro da Finanças que, em bom rigor, deveria era estar a bater com a cabeça nas paredes de um manicómio.  Vitor Gaspar é tão bom a decidir como Jorge Jesus a fazer substituições e faz previsões tão acertadas como a Maya, que nem a sua própria falência previu. Mas a culpa nunca é dele. A firmeza de carácter, ou a falta dele, não lhe permite admitir culpas próprias. A culpa ou é de um erro de uma folha de Excel ou, como mais recentemente, é culpa de São Pedro porque a chuva impediu o avanço da construção civil e prejudicou o investimento. O nível de insanidade está no máximo. No entanto, eu a este dou um desconto porque a nossa soberania foi entregue no momento em que pedimos assistência financeira e Portugal é hoje tão soberano como um "puto de 35 anos" que ainda vive às custas dos pais. Só faz o que o deixam fazer, quando o deixam fazer e como o deixam fazer, apesar de ter idade para se governar sozinho. Mas os alemães, porque esses é que interessam, gostam de Vitor Gaspar e, como dizia há dias Mira Amaral do alto da sua sapiência, atestada, qual asno, pela espuma que tem nos cantos da boca, "se os alemães gostam de Vitor Gaspar, os portugueses também têm de gostar". Se Vitor Gaspar me tivesse oferecido um Banco por 40 milhões, eu também gostava dele.  
Comemoramos um Ministro dos Negócios Estrangeiros que quando era Ministro da Defesa decidiu afundar, em dois submarinos, dinheiro suficiente para construir dois hospitais centrais. Mas como os hospitais serviriam os interesses das populações e os submarinos serviram os seus próprios interesses, não hesitou e apostou nos segundos.

Comemoramos uma Justiça que decidiu tirar definitivamente a venda dos olhos e escolher a dedo aqueles que há-de punir. Basta ser-se corrupto e os problemas com a Justiça desaparecem como manteiga em focinho de cão. A Justiça em Portugal absolve todos aqueles que forram os bolsos com os milhões dos contribuintes e manda para a cadeia um pai que furta 4 pães de um supermercado e que seriam o alimento dos filhos durante todo o dia.  
Se é costume dizer-se que tudo tem um preço, Portugal garante que a Justiça também tem o seu, ou não fosse o Procurador-Geral da República, o promotor máximo da acção penal em Portugal, escolhido directamente por aqueles que vai servir: os políticos e a sua teia de interesses.

Comemoramos as famílias sufocadas por impostos e austeridade, por forma a manterem-se abertas as portas das instituições bancárias. Se uma qualquer empresa dever às Finanças, despede-se toda a gente, fecha-se-lhe a porta e condena-se o gerente que deu prioridade aos salários dos colaboradores em detrimento dos impostos. É um bandido.
Mas se se tratar do BPN, vai-se ao bolso do contribuinte, pega-se em 4,5 mil milhões de euros, nacionaliza-se a dívida e depois entrega-se o que resta de bom aos angolanos numa bandeja de prata. Para além disto, ainda temos de levar com a falta de vergonha na cara dos banqueiros: se há um que se esquece de declarar 8,5 milhões ao IRS com a mesma desfaçatez com que um puto de esquece de lavar os dentes, já um outro sai-se com a famosa expressão "ai aguenta, aguenta!", quando perguntado se Portugal aguenta mais austeridade.
Comemoramos os cortes nas reformas, pensões, ordenados e subsídios por forma a que haja dinheiro para negociatas  em empresas públicas e o que no máximo poderá acontecer é o gestor ser despedido com uma pensão milionária e vitalícia, porque a Justiça está ocupada com aqueles que roubam comida para pôr na mesa. Mas aqui já não há bandidos, foram apenas contingências económicas.
Comemoramos um país que dá mais dinheiro, apoios, incentivos e benefícios aos clubes de futebol, do que às instituições de solidariedade social que substituem o Estado na obrigação de cuidar dos mais desfavorecidos.

Comemoramos uma juventude que amanhã comandará este país e para quem "Luix Vax de Kamoes" mais não é do que um dos maiores pesadelos a enfrentar na escola e que não passou de um gajo zarolho que quando fumava umas cenas maradas lhe dava-lhe pra escrever umas tretas que ninguém entende, porque foram escritas em Português. Se pelo menos Kamoes escrevesse com umas abreviaturas e com uns "smiles" a malta ainda era capaz de pescar alguma coisa daquilo. Mas ele era tão aborrecido que nem sequer um único "lol" meteu nas estrofes. Quem é que percebe o que quer dizer "Amor é fogo que arde sem se ver"??? Então não fazia mais sentido dizer "kurtir d 1 babe é tipo krer fumar tipo 1 cena e n ter xqueiro"? 
Se forem para uma das filas à porta do Pavilhão Atlântico (que graças a mais uma negociata se passou a chamar MEO Arena) em dia de concerto dos One Direction e perguntarem por Pessoa, Bocage ou Saramago, ninguém sabe. "Pessoa" é um gajo qualquer por quem passas na rua, "Bocage" era um tipo que contava umas anedotas com palavrões e "Sarampago" é aquela doença que se apanha em puto e que nos deixa cheios daquelas pintinhas que a mãe borrata de mercúrio. "Os Lusíadas"? Não havia nome mais piroso pra dar a uma banda? No entanto, todos sabem de cor a letra do último sucesso da Lady Gaga, pese embora não façam a menor ideia do que aquilo significa, e sabem de que cor o Justin Bieber pintou as unhas da última vez que foi ao psiquiatra. Se não foi, devia ter ido.

Comemoremos, pois então, um país completamente alheado dos seus reais problemas, para quem a realidade não vai muito além de um "Big Brother" e presta mais atenção aos mergulhos do Zé Castelo Branco para uma piscina do que a um programa de informação, opinião ou debate.
Comemoremos uma sociedade para a qual está tudo bem, desde que o pai tenha dinheiro para ir à bola, a mãe tenha dinheiro para ir à cabeleireira e os putos tenham dinheiro para ir aos festivais de Verão...

VIVA O 10 DE JUNHO!!! VIVA PORTUGAL!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Passos Coelho não tem medo dos Portugueses. Só tem medo do escuro.

Passos diz não ter medo do "julgamento dos portugueses" nas autárquicas e europeias - in O Público.

No entanto, toda esta coragem se esbate quando chega a noite. É que Passos Coelho tem medo do escuro e vive apavorado com a ideia de que Paulo Portas possa, a qualquer instante, sair do armário e atacá-lo à falsa fé, enquanto dorme.
"É aterrador viver com este medo. Deitar-me todas as noites a pensar que Paulo Portas sai de repente do armário e, qual "bicho papão", me ataca durante o sono, é coisa para me incomodar mais do que a taxa de desemprego. Com essa posso eu bem, porque o meu está garantido. A minha sorte é que ele anda a dar mostras de querer passar para o armário do Zé Seguro." - confidenciou o Primeiro Ministro ao seu psicólogo.
Está assim explicado o reforço do efectivo do corpo de segurança pessoal Pedro Passos Coelho, que inclui patrulhamento aéreo ao seu armário. O problema é se Paulo Portas sai de lá de submarino...

Nada tema! O seu armário está protegido! Vê? Dois F16....




sexta-feira, 31 de maio de 2013

É isso, ou um livro sobre submarinos...

Uma rara edição de BD do Super-Homem foi encontrado na parede de uma casa no Minnesota, nos EUA - in O Público.Mário Soares, afirma ter encontrado no bolso de um casaco velho, a primeira edição da saga intitulada "Resgates do FMI a Portugal"...


Publicada pela primeira vez em 1978 e autografada pelo próprio, esta obra teve tanto sucesso que Mário Soares lançou, 5 anos mais tarde, uma segunda edição, mas mais extensa e de leitura mais difícil. No entanto, não é conhecido qualquer exemplar desta segunda edição, mas o ex-presidente da República já afirmou que pode ter um  guardado na mesma gaveta onde, em 1983, enfiou de vez o Socialismo, mas a chave perdeu-se no meio de tanta mudança de gabinete político.
Em termos de valores, o livro de quadradinho vai a leilão por mais de 100 mil Euros, que é mais ou menos o montante que cada família portuguesa deve à editora "Troika" pela obra lançada pelo histórico líder do PS. 
A obra em causa vai já na sua terceira edição, iniciada em 2011 pelo punho de José Sócrates, que entretanto, por falta de engenho e arte para a terminar, deixou os capítulos finais a cargo da dupla de autores Passos Coelho/Vítor Gaspar, sob o mecenato de Paulo Portas.
No entanto, esta saga parece não ter fim à vista, sendo mais do que provável venha a ter, para breve, uma quarta edição, a cargo destes últimos. É isso, ou um livro sobre submarinos...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Escândalo! António Passos Coelho não é pai do Primeiro Ministro!

O país acordou mais uma vez com uma notícia polémica. Em entrevista ao Jornal I, António Passos Coelho aconselha o filho a demitir-se.
Seria novidade se fosse o único a pensar isso. Mas não é.
No entanto, o senhor dá uma demonstração clara de que podemos chegar perfeitamente lúcidos à terceira idade, desde que não tenhamos "Cavaco Silva" no nome. Aí, não há nada a fazer.
No entanto, o problema é outro. Ao que perece, estas declarações surgem na sequência de uma descoberta que o conceituado médico de Vila Real fez. Afinal, o Primeiro Ministro não é seu filho. 
"Descobri finalmente a verdade. Na altura, desconfiei dumas viagens que a minha mulher andava a fazer a Santa Comba Dão, em Outubro de 1963, mas ela dizia-me que era promessa ir lá rezar todos os dias e eu acreditei. Afinal, a promessa era outra e não era pra rezar que ela se ajoelhava... Eu devia ter percebido logo que estes tiques de ditador que o moço tem, não são obra do acaso! E as semelhanças físicas?!?!?! Cara de um, focinho do outro!!!" - Desabafou.
António Passos Coelho já deu, entretanto, entrada de um processo na Conservatória do Registo Civil, no sentido de  retirar os apelidos "Passos Coelho" ao ex-filho que deverá passar a chamar-se "Pedro Oliveira Salazar".
Qualquer um desconfiava.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pedro Passos, o Coelho refundilhão (mas pouco)

Faz hoje precisamente uma semana que Passos Coelho me entrou outra vez em casa, novamente sem ser convidado, para anunciar mais cortes e mais austeridade. No entanto, Passos Coelho referiu uma coisa que me deixou a matutar. "VAMOS REFUNDAR O PAÍS". 
Vamos lá ver, então:
Desde que chegou ao poder, Passos Coelho não tem feito outra coisa que não seja "refundar" os portugueses, designadamente funcionários públicos e pensionistas, estes sim, andam mais que "refundidos" com o Primeiro Ministro. Se o Passos Coelho quisesse "refundar" gajas, do tipo Erica Fontes, eu ainda entendia. Oh, como eu o entendia! mas esta tara por pensionistas e funcionários públicos é coisinha que nem ao Zé Castelo Branco era capaz de ocorrer.

Eu até entendo que Pedro Passos Coelho sinta necessidade de andar "refundar" por fora. Se eu chegasse a casa e desse de caras todos os dias com a D. Laura, também me havia de dar vontades de ir "refundar" pra bem longe dali.

Mas Passos Coelho é muito fraquinho a "refundar". Passou uma semana inteirinha sem que o voltasse a fazer. Passos Coelho é daqueles que "refunda" uma vez e está o assunto arrumado para uns tempos. Dá tudo de uma vez e isto assim não vá lá! 

Os portugueses são um povo bastante activo no que a "refundar" diz respeito e, a continuar assim, o Primeiro Ministro ainda se arrisca a ser trocado por outro que "refunde" mais e melhor. Português não é tipo para passar uma semana inteira a seco, ali sem ser "refundado". Ainda por cima, Passos Coelho tem o péssimo hábito de querer "refundar" às 8 da noite, que é hora de jantar e os putos ainda estão acordados e quer sempre "refundar" perante as câmaras da televisão, ali, com toda a gente a ver. É um exibicionista.

Uma vizinha minha (sim, sim, a que pôs mamocas novas neste post mas vai ficar sem elas) já me confidenciou que prefere ser "refundada" por um grupo de governantes africanos. Segundo ela, os africanos têm programas de "refundação" muito maiores e sabem o que fazer com eles para satisfazer o povo. Eu isto não posso confirmar, porque o mais próximo que estive de África foi quando me enganei no caminho de casa e fui ter ao Bairro da Bela Vista.

Em resumo, Passos Coelho é daqueles casos flagrantes em que faz todo o sentido dizer-se que "a quem não sabe 'refundar', até os 'ministros' embaraçam".
 

domingo, 28 de abril de 2013

Emigrantes Portugueses - A Correr Mundo desde 1415

Aqui há uns tempos, Pedro Passos Coelho aconselhou os portugueses a emigrar e o país inteiro riu a bandeiras despregadas. Riu da patetice do convite, porque dizer a um português para emigrar é a mesma coisa que lhe pôr uma imperial e um pires de tremoços à frente. "É que é já a seguir!".
Poucas coisas conseguirão ser mais ridículas do que dirigir um convite à emigração a um povo que, contas redondas, há 600 anos que não sabe fazer outra coisa que não seja emigrar. O português anda de trouxa às costas desde que, em 1415, D. João I teve a peregrina ideia de querer abrir um "franchise" deste burgo em Ceuta. 
E, a partir daí, é História:
Descobrimos as brasileiras e fomos de barco à Índia buscar cominhos prá feijoada; Demos a este Mundo metade do mundo de que este Mundo é feito e pusemo-lo a rezar o "Pai Nosso" na língua de Camões.
Desde que Passos Coelho incitou à emigração, já muitos partiram e outros tantos partirão. Não partem porque lhes pediram para partir. Partem porque o mundo chama por eles. Partem porque o Mundo é nosso.
Ao partir, levam consigo um pedaço do país. Seja uma bandeira, um cachecol ou uma camisola, uma imagem de N.ª Sr.ª de Fátima ou um garrafão de verde tinto, o emigrante leva na mala um pedacinho de Portugal e no coração um país inteiro.
Para o português, Portugal não se extingue nas fronteiras deste pedaço de terra entalado entre Espanha e o Atlântico. Portugal é onde houver um português! É onde se ouvir Amália, Quim Barreiros e Tony Carreira! É onde cheirar a cozido à portuguesa e a leite creme acabado de queimar! É onde houver uma bandeira pendurada numa janela ou um "terço" e um CD pendurados num retrovisor!
O Português não perde identidade. Antes, tudo faz para "colonizar" quem o acolhe. O português faz o que pode para se sentir como se estivesse em Portugal.
Mandem um português para o Tibete e passada uma semana, vão ouvir um monge na rua a assobiar qualquer coisa parecida com ponho o carro, tiro o carro, à hora que eu quiser♫; O bacalhau entra definitivamente na dieta tibetana e o Dalai Lama deixa crescer o bigode.
E se mandarem para lá outro português, os dois juntam-se, fundam uma "Comunidade Portuguesa" e ao fim de semana passa a haver churrasco, depois de uma futebolada "solteiros contra casados - muda aos 5, acaba aos 10".
Mas o português não vai embora. Não vira as costas ao país e não o abandona. O português apenas parte. Pode levar 50 anos a voltar, mas muito antes da partida, já tem o regresso no pensamento.


"Ser português é ter saudade, saudade de ser português"


Ilustração:
Jorge Brito Drawings


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Portugal vs. Venezuela - Até em mulheres ficamos a perder

O Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, nomeou Alexandra Benítez como Ministra do Desporto daquele país. (ler notícia)
Por cá, como se já não bastasse ter Paula Teixeira da Cruz e Assunção Cristas no Governo, Pedro Passos Coelho nomeou Berta Cabral como Secretária de Estado da Defesa. (ler notícia)
O que é que isto tem em comum? Nada. Rigorosamente nada, para além de serem ambas do sexo feminino, pese embora haja especialistas que guardam reservas quanto a Berta Cabral.
Se Alexandra Benítez foi nomeada por ter dado a primeira medalha olímpica à Venezuela, já Berta Cabral foi nomeada por ter perdido a medalha nas últimas eleições regionais dos Açores. 
Em todo o caso, ambas as nomeações foram feitas por mérito próprio e só as más línguas teimam em dizer que uma foi nomeada por ser "alejadinha de boa" e a outra por agradecimento pelos serviços prestados ao partido de Passos Coelho, ao jeito de "deixa-me arrumar esta gaja pra sítio onde não faça mais estragos".
Tudo isto vem apenas confirmar que nós ficamos sempre a perder para os venezuelanos. Há uns anos, Hugo Chavez veio salvar os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, fez de conta que comprou um barco e nós é que ficamos a ver navios. Agora, eles ficam com o "traço" e nós ficamos com o "carcaço".