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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sobre Cavaco e Mandela - o seu a seu dono

Todos sabem, se não sabem, ficam a saber, que eu não nutro especial carinho pela figura de Cavaco Silva, por motivos que não são para aqui chamados, mas que a nossa História recente relata fielmente. No entanto, até porque procuro ser diferente dele, sou a favor da verdade histórica e do esclarecimento dos factos.

Corre pelas redes sociais e por alguma imprensa, uma história que diz que Cavaco Silva votou contra, em 1987, contra a libertação incondicional de Nelson Mandela. Falso. 

O que acontece aqui, como noutras ocasiões, é que uma mentira contada mil vezes passa a ser verdade e criou-se o mito de que Cavaco Silva votou contra a libertação de Mandela.

A Resolução da ONU que votou a libertação de Mandela foi a A/RES/42/23G e podem encontrar AQUI a votação completa e a lista com o voto, favorável ou desfavorável, de cada país membro da ONU. 

Nesta votação em concreto, votaram apenas contra os EUA , liderado por Ronald Regan, e o seu fiel aliado, o Reino Unido, comandado por Margaret "Iron Lady" Thatcher.
Cavaco Silva não é flor que se cheire, mas não é com calúnias que as pessoas de bem combatem este tipo de gente.

Fica o esclarecimento.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

No fim, pagam sempre os mesmos!

Tivemos ontem notícia que a Comissão Europeia aplicou um total de 1.700 milhões de Euros de multa a 5 bancos e uma correctora, por manipulação das taxas Euribor e Libor.

À primeira vista, isto pode dar a entender que a Comissão Europeia está atenta às movimentações menos claras do mundo da finança e que mantém apertada vigilância sobre os operadores bancários. "Inchem! Fizeram asneira com o nosso dinheiro, agora paguem!" - Foi esta a primeira reacção da populaça.

Nada mais errado. Pelo menos entre 2005 e 2009, as instituições financeiras agora alvo desta "pesada" multa manipularam, de forma concertada, as taxas de juros que servem de indexante, de referência, aos empréstimos concedidos aos clientes, lucrando indevidamente, com essa cartelização, um montante impossível de quantificar, mas que pode facilmente chegar aos 5.000 milhões de Euros. Ou seja, foi este o total global que os clientes com empréstimos bancários pagaram a mais de juros pelos mesmos, durante esse quinquénio.

E então, o que fez a Comissão Europeia para resolver o problema? 
Como todos sabemos, o sector bancário vive dias difíceis; ouvimos quase todos os dias notícias relacionadas com injecções de capital dos Estados em bancos, nacionalizações, riscos de falência e resgates financeiros. Logo, a Comissão Europeia não podia ser demasiado severa com estas instituições bancárias, sob pena de lhes criar um problema de estabilidade que se estenderia a todo o sistema bancário e que os Estados teriam de ajudar a resolver posteriormente porque, como todos sabemos, a minha empresa pode falir, mas um banco não.
Vai daí, a Comissão Europeia decidiu ficar com parte dos lucros dessa cartelização, aplicando a referida multa de 1.700 milhões de Euros, e deixou as instituições financeiras ficarem com o remanescente do saque efectuado à carteira dos seus clientes.

Fica assim resolvido um problema, com lucro para a Comissão Europeia e para as instituições financeiras envolvidas e ninguém vai preso, porque...

NO FIM, PAGAM SEMPRE OS MESMOS! 

sábado, 23 de novembro de 2013

Porcos prá Africa, ou os limites que não se podem ultrapassar

De tudo aquilo que se viu, disse, escreveu e leu sobre a manifestação das forças de segurança, na passada quinta-feira, em frente à Assembleia da República, há um triste episódio que passou despercebido, talvez por ter sido apenas visto na antena da Sic Notícias, num directo do Jornal das 9. 
Após os manifestantes terem subido, de forma ordeira e pacífica, as escadarias da Assembleia da República, surge nos ecrãs um manifestante que começa por insultar todos os seus colegas de profissão que, por convicção, por falta dela, ou por qualquer outro motivo, não puderam, ou não quiseram, estar presentes naquele protesto, vociferando que "os cobardes ficaram em casa". 
Como se isto já não fosse suficientemente grave, o mesmo manifestante decide apontar baterias a um alvo que nada tem que ver com os motivos que o levaram ali e começa a berrar "porcos pretos prá África!", como podem confirmar no vídeo abaixo.


Ora, a menos que o sujeito pretendesse dar um impulso à exportações de presunto "pata negra" para África, coisa que não me parece que passe pelas suas prioridades, estamos perante um grave incidente racista, que terá de ter as suas consequências criminais e disciplinares para o agente infractor. 
Este manifestante esqueceu-se, ou então não sabe, que a Lei que lhe permitiu estar naquele local, naquela manifestação e demonstrar a sua indignação contra os cortes salariais e contra as políticas do Governo, é a mesmíssima Lei que faz de Portugal um país tolerante e que respeita o ser humano por igual, independentemente da sua condição social, sexo, orientação sexual, raça, credo, ou cor de pele.
Que o indivíduo em causa tenha princípios que eu considero pouco dignos e contrários à democracia em que vivemos, é lá com ele. O que eu, enquanto cidadão português de plenos direitos, não posso permitir, é que esse indivíduo use uma manifestação legítima e as imediações da "Casa do Povo" para destilar o seu ódio racista e falta de tolerância para quem nasceu com uma cor de pele diferente da dele.
Por outro lado, não posso de forma alguma dormir descansado, sabendo que a segurança deste país possa estar entregue a pessoas com este tipo de carácter e mal-formações intelectuais.

Neste caso, sim, justifica-se plenamente que Machete apresente um diplomático pedido de desculpas aos visados pela actuação deste agente.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Jornal de Angola indica Rui Machete para Nobel da Paz

Em nova entrevista exclusiva ao Jornal de Angola, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, agradece a indicação, mas diz que ainda não fez o suficiente para merecer o prémio.


Ilustração:
Jorge Brito Drawings
"Ainda tenho muitos pedidos de desculpas a apresentar a Angola em prol da pacificação das relações com Portugal."

"Por exemplo, falta pedir desculpas à D. Isabel dos Santos pelas trapalhadas que as nossas Finanças lhe arranjam a cada vez que ela vai a Portugal comprar acções de uma cotada no PSI 20. Obrigar a senhora a pagar impostos e mais valias pelas transacções, é uma chatice desnecessária e pode colocar em causa os investimentos que a herdeira do trono de Angola faz  no nosso escritór... país, país!"

"Também ainda não tive oportunidade de pedir desculpa ao povo angolano por aquilo que o departamento médico do Benfica fez ao joelho direito do Mantorras. Eu, que já tive a oportunidade de o ver ao perto, fiquei com a ideia que estava a olhar para um campo de minas em Cabinda - por falar em Cabinda, a ver se não me esqueço de passar na farmácia ao ir pra casa..."

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Rescisões na Função Pública - A Carta

Na prossecução da destruição da Função Pública a que Passos Coelho se propôs, tivemos recentemente notícias que dão conta que o Governo começou a enviar, por carta, propostas de rescisão por mútuo acordo aos funcionários públicos. No entanto, esta carta que está a ser enviada aos funcionários públicos não é a original. A primeira, original e verdadeira, elaborada por Maria Luís Albuquerque, é esta que a seguir se transcreve.

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Caro(a) amigo(a) e futuro(a) ex-funcionário(a) público(a):

O Governo está plenamente consciente de todas as dificuldades por que passam actualmente os funcionários públicos portugueses, dificuldades essas impostas pela austeridade a que a "Troika" obriga, tudo por culpa do PS, esses bandalhos que assinaram o memorando de entendimento. Temos plena consciência que não é fácil para um funcionário público encarar com naturalidade e sem revolta o congelamento das carreiras, os cortes salariais, o aumento de impostos, os utentes, os superiores hierárquicos e a internet lenta nos serviços que fazem "crashar" o Angry Birds.

Assim, consciente dessas dificuldades e sempre com o superior interesse das pessoas no pensamento, o Governo decidiu levar a cabo um sorteio com vista a dar a 100.000 funcionários públicos a possibilidade de se livrarem para sempre de todo esse sofrimento. Por isso...

MUITOS PARABÉNS!!!

O seu número mecanográfico foi aleatoriamente sorteado pelo nosso fantástico PROGRAMA DE RESCISÕES POR MÚTUO ACORDO!!! 

Está agora a um pequeno passo de se ver livre da precariedade do vínculo à função pública e, com as perspectivas que apenas o desemprego proporciona, concretizar os sonhos de uma vida: 
- Emigrar.
- Outras que agora não me lembro, mas é só perguntar ao Ex.mo Sr. Primeiro Ministro.

Para tanto, basta preencher o inquérito anexo à presente e devolvê-lo no envelope "RSF" que se remete.
O inquérito foi elaborado de acordo com os padrões de simplicidade "Relvas" e, por isso, bastante simples e de fácil resposta. Juro. Portugal conhece a minha seriedade e sabe que eu não minto.  
Alerta-se apenas para o facto de o "RSF" ser apenas válido até à privatização dos CTT, pelo que convém devolver o referido inquérito com a máxima brevidade.

Para qualquer esclarecimento, não hesite em contactar a Linha de Apoio ao Futuro Ex-Funcionário Público - 769 696 969 - criada a pensar em si.
Custo da chamada: 450,00€+IVA+Taxa de Utilização+Taxa de Disponibilidade+Outras.

Beijinhos,
Maria Luís Albuquerque, 
(Ministra das Finanças, Secretária de Estado do Tesouro, Ex-Professora de Pedro Passos Coelho e Dona de Casa, vulgo "Swapeira")


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"Não é bem assim. Mas se fosse, já ninguém estranhava."


Ilustração:
Jorge Brito Drawings

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Que trazeis nesse saco de carvão? São pedras, senhor. São pedras.

Como todos sabemos, Verão significa calor, férias, praia, cerveja a rodos, bikinis, filas à saída da praia, mosquitos, escaldões e... churrascadas!!! 
Duvido que haja alguém que não goste de uma bela churrascada no fim de um dia de praia, regada com litros de caipirinha, de preferência em casa de um familiar ou amigo. Não é por nada, é que dá menos trabalho e fica muito mais em conta, especialmente para aqueles que, para além de nem sobremesa levarem, ainda têm o desplante de dizer "Deves ter o frigorífico avariado. Se meteres uma couves na cerveja, já temos sopa...".
Ora, um dos enigmas que me tem apoquentado nos últimos tempos está precisamente relacionado com as churrascadas. Os sacos de carvão trazem pedras dentro. Sim. Pedras, pedrinhas, pedregulhos e calhaus.
Já dei milhões de voltas à cabeça e não consigo entender a utilidade nem a presença de pedras dentro dos sacos do carvão, se bem que já deram um jeitão a um amigo meu que mora numa vivenda. Um dia estava ele a churrascar e usou duas dessas pedras para afugentar um gato mais afoito que se aproximava perigosamente do grelhador, com ar de quem queria dar às salsichas um destino igual àquele que o meu vizinho tinha idealizado. Comê-las. Os protectores dos animais podem estar descansados. O meu vizinho tem uma pontaria tão boa para acertar em gatos, como Passos Coelho para acertar em Ministros competentes.
Depois de ir eliminando possibilidades, cheguei a uma conclusão, que me pareceu a mais óbvia: as pedras só podem ser para construir uma churrasqueira! 
Os produtores de carvão só podem ter decidido oferecer uma churrasqueira às peças aos clientes, ao estilo daquelas colecções "Planeta deAgostini", em que um gajo vai comprando uma peça por semana para ir montando pacientemente, mas que nunca se chega a concluir.
Portanto, as pedras só podem ser as entregas iniciais de uma fabulosa churrasqueira e atendendo ao número de pedras que já tenho, estou a prever que daqui por duas semanas termine a entrega das pedras e o carvão comece a trazer pequenos sacos de cimento para a começar a construir a minha nova churrasqueira...



"Pedras nos sacos de carvão? Guardo-as todas!
- Um dia vou construir uma churrasqueira!"


Ilustração:
Jorge Brito Drawings







quinta-feira, 8 de agosto de 2013

São Bento, o "aspirador" dos cortes nas reformas

Para o Governo, reduzir despesa do Estado significa imediatamente cortar em salários e pensões dos funcionários. Não há volta a dar-lhe. O Governo não consegue ver para além disto. E é a isto que o Governo resume também a tão anunciada "reforma do Estado". Reformar o Estado, na óptica do Governo, resume-se precisamente a cortar em vencimentos e pensões. 

Vai daí, não foi com grande surpresa que recebi a notícia que dá conta das intenções do Executivo liderado por Paulo Portas (sim, por Paulo Portas), em dar um corte retroactivo de 10% nas pensões acima dos 600,00€ dos aposentados do Estado. Esta machadada no rendimento dos pensionistas da Caixa Geral de Aposentações representará uma poupança de cerca de 740 milhões de Euros já em 2014.

Recuemos até Março de 2011 e ao famoso PEC 4. Este PEC, com o qual já ninguém concordava, previa um corte nas reformas acima dos 1.500,00€ e a sua não aprovação acabou por ditar a queda do Governo de José Sócrates. Na altura, Pedro Passos Coelho, líder da oposição, justificou a não aprovação com frases que ficarão registadas como o melhor que a demagogia política pode gerar:
- "Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
- "Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
- "Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
- "Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
- "Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
- "Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
- "Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
- "Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
- "A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
(Todas estas citações foram transcritas da conta no Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho)

Basicamente, Passos Coelho andou dois anos a convencer os portugueses que "bastava tirar Sócrates, colocá-lo lá a ele e tudo se resolvia"(@G_L) mas, como todos já percebemos há muito, Passos Coelho não faz mais do que dar continuidade às políticas do anterior Governo, com a nuance de ir ainda mais longe, pondo em prática medidas que acerrimamente atacou enquanto líder da oposição apostado no assalto ao poder.
No entanto, a poupança gerada por estes cortes serão facilmente absorvidos pela despesa que realmente pesa nas contas do estado que são os gastos que directamente advêm do seu funcionamento.
Peguemos, a título exemplificativo, na Assembleia da República. O Orçamento da Assembleia da República para 2013 "aspira" uns impressionantes 140 milhões de Euros, resultantes da necessidade de manter a funcionar uma instituição desajustadamente pesada e disfuncional quando comparada com a realidade do país. 
A redução de 230 para 180 Deputados, que a nossa Constituição permite, representaria uma redução imediata de cerca de 70 milhões de Euros anuais (há números para todos os gostos) no seu orçamento e num prazo de 10 anos atingiria a poupança que os cortes nas pensões vão gerar, isto para além de representar o início de uma verdadeira reforma da máquina do Estado e de dar ao cidadão um imagem positiva de um Governo que quer começar a cortar na real despesa do Estado e não no rendimento dos seus assalariados e pensionistas.
Mas falta a coragem de lutar contra os interesses instalados na própria AR e, ao invés de se avançar para uma verdadeira Reforma do Estado, vão-se tomando medidas avulsas, desestruturadas e desestruturantes de corte no rendimento disponível dos cidadãos.


"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
- Pedro Passos Coelho, 12-04-2011, na sua conta no Twitter -

Ilustração:
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Depois do hamburguer-proveta, porque não o político-proveta?

Das coisas mais surpreendentes que nos foi dada a ler esta semana foi a produção, confecção e consumo do primeiro hamburguer-proveta, conforme consta desta notícia d'O Público online.
Muito resumidamente, o projecto, financiado por um dos fundadores da Google, pretende reduzir a dependência da criação de gado e a ideia, aparentemente simples, consiste em recolher células estaminais de um músculo da vaca e depois cultivá-las em laboratório. Os 140gr. produzidos até ao momento custaram qualquer coisa como 250.000€ e, a avaliar pela opinião dos encarregados pela degustação, comer aquilo deve ser mais ou menos como fazer "o amor" com uma boneca insuflável: mata a fome mas não sabe a nada. Aqui, "ouvi dizer" aplica-se a ambos os casos. Nem eu provei o hamburguer, nem nunca abusei de uma boneca insuflável. Pelos menos que me lembre.

Mas o que é certo é que lá conseguiram produzir carne em laboratório, feito que me levou a pensar que métodos semelhantes podem ter aplicações noutros campos e a primeira coisa que me ocorreu foi a criação de... políticos-proveta. Ah pois é! 
À imagem do dito hamburguer, para criar um político-proveta bastaria fazer a respectiva recolha de células estaminais de um político (ou de qualquer outro verme rastejante), colocá-las numa cultura rica em Swaps e PPP's e era ver aquilo crescer ao mesmo ritmo com que se sucedem as trapalhadas deste Governo. Depois, era só ir virando de ambos os lados, para o político não se habituar a uma única posição, e ao fim de uns 15 dias teríamos um político-proveta pronto a ser nomeado Secretário de Estado. 
Para além disso, haveria a possibilidade de se misturem células de mais que um político e podíamos, por exemplo, produzir um político-proveta com o sentido de oportunidade do Pedro Lomba, a sinceridade da Maria Luís Albuquerque, a determinação de Paulo Portas e a habilidade de Passos Coelho para as farórias. Seria uma espécie de Cavaco Silva, mas com todos os super-poderes que um político pode ter. 
Não obstante os custos envolvidos, tal processo seria sempre mais barato que o actual método tradicional de criação de políticos. Contas redondas, o fabrico de um político-proveta rondaria os 120 milhões de Euros, coisa bastante inferior àquilo que nos custou cada um dos políticos envolvidos na tramóia do BPN.
Isto da produção de políticos-proveta teria inclusivamente a vantagem de não precisar de uma mãe biológica, coisa que pouparia aquela parte em que as mães sofrem quando vêem um filho meter-se na política. Veja-se, a título de exemplo aquilo que a mãe do Paulo Portas diz que tem sofrido à conta do filho andar metido na política. Para sofrimento já basta o daquelas mães que vêem os filhos meterem-se na droga. 
A única desvantagem deste método é que deixaria de fazer sentido dizer-se que "os políticos são todos uns filhos da p...", que é uma das expressões que os portugueses mais têm usado ultimamente. 


Ilustração:
Jorge Brito Drawings

terça-feira, 6 de agosto de 2013

As merecidas férias da política.

O ano da Graça de 2012 foi dos mais produtivos de sempre no que a espectáculo político diz respeito. Depois de termos vivido durante 11 meses sem saber ao certo o que aconteceria no dia seguinte a política vai, finalmente, de férias.
Se há coisa que a nossa classe política merece por tudo o que tem feito pelo país, são férias. À vista desarmada, pode até parecer fácil conseguir-se arranjar um assunto político novo por semana, mas não é. Agora imaginem o esforço suplementar que foi necessário para arranjar vários ao mesmo tempo. 
Desenganem-se se por acaso pensam que é fácil desencantar casos para manter a malta entretida., tais como "Licenciatura à Relvas", "Regresso de Sócrates", "TSU", "Vitor Gaspar", "Lomba", "Briefing", "Demissão Irrevogável", "Salvação Nacional", "Cagarras nas Selvagens" e mais recentemente "Swaps", "Mentiras" e "Maria Luís Albuquerque". 

E pelo meio de tudo isto a política conseguiu ainda arranjar arte e engenho para produzir mais 230.000 novos desempregados e falir mais de 30.000 empresas. Isto em menos de um ano! É obra! Esta malta deve estar de rastos... 
Mas nada disto é fruto do acaso. Tudo isto é resultado de um trabalho intenso  ao nível da incompetência, da irracionalidade, da falta de vergonha na cara e da ficção. Sim, da ficção. 
É que se por um lado a política é um campo fértil onde os humoristas arranjam assunto sem grande esforço, por outro lado é a prova evidente que nunca a imaginação de um profissional da gargalhada poderá ultrapassar a realidade política. Nem mesmo Ricardo Araújo Pereira seria capaz de congeminar uma demissão irrevogável de um Ministro que acabou em promoção do mesmo a Vice-Primeiro-Ministro.

Por tudo isto, eles merecem mesmo estas férias, mais que não seja para nos permitir recuperar o fôlego para a próxima temporada política. É que a coisa promete! 

"Se quisermos salvar Portugal, temos de o fazer 'rapidamente e em força' durante o mês de Agosto. 
- Temos de aproveitar enquanto os políticos estão de férias."


Ilustração:
Jorge Brito Drawings

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Brincar aos riquinhos (desaconselhado a pessoas sensíveis)


Cristina Espírito Santo Toscano Rico, filha de Jorge Espírito Santo, um dos administradores do Banco Espírito Santos, é a autora da frase mais estúpida e mais ofensiva à dignidade dos portugueses que eu tenho lido nos últimos tempos. Passos Coelho, pá! Desculpa lá qualquer coisinha de menos agradável que te tenha dirigido nos últimos dois anos. Amigos como dantes, ok? Referindo-se à zona da Comporta, diz ela que ir para lá "É como brincar aos pobrezinhos"...

Não sei se repararam, mas esta anormal até "Rico" tem no nome. Há quem nasça "Alves" ou "Pereira" mas como gente fina é outra coisa, esta é "Rico" desde que a mãe a pariu.
Esta mentecapta que nunca fez um caralho na puta da vida dela, a não ser ser inútil, fútil e ir a festas, esquece-se (muito provavelmente nem sabe) que ela apenas é rica graças aos pobrezinhos. À imagem de tantos outros, o banco do pai deste vacão opera neste momento no mercado financeiro com um aval de 500 milhões de Euros dado pelo Estado português que, como todos sabemos, somos todos nós. 

Ilustração:
Jorge Brito Drawings
Significa isto que, para esta inútil poder ir para a Comporta "brincar aos pobrezinhos", milhões de portugueses (os que ainda têm emprego) são obrigados a levantar todos os dias o cu da cama e irem trabalhar para chegar ao fim do mês e entregar grande parte do seu salário ao Estado, por forma a que este possa passar avais financeiros ao banco do pai desta acéfala. Para esta merdas poder ir para a Comporta "brincar aos pobrezinhos", nos últimos 2 anos, 500.000 portugueses perderam o emprego e 230.000 perderam o direito ao subsídio de desemprego e ao abono de família. Esta merda não é "brincar aos pobrezinhos"; Esta merda é chocar todos os dias de frente com a realidade de um povo. É esta a realidade diária dos portugueses. Ser pobre. 
E é também por isso que somos pobrezinhos. Porque, contas feitas por alto, o Estado português já retirou aos pobrezinhos cerca de 10.000.000.000 (dez mil milhões) de Euros para enterrar em bancos (BPN, BPP, BES, BPI, BCP e Banif) por forma a manter de pé um sistema bancário corrupto e que mantém à boa vida putas como esta gaja.
Vou-me até escusar dar exemplos daquilo que podia ser feito em benefício dos "pobrezinhos" com todo este dinheiro que os Governos têm enfiado no cu dos Bancos. A fundo perdido. De certeza que não eramos tão pobrezinhos e se calhar até nos podiamos dar ao luxo de irmos todos de férias pelo menos uma semana por ano para a Comporta "brincar aos riquinhos".
Remato, dando apenas um conselho a este monte de merda falante:


"Quando estiveres na Comporta a brincar aos pobrezinhos, aproveita e brinca também à puta que te pariu!!!!"

terça-feira, 23 de julho de 2013

Bebé Real vs. Bebés da vida real

Durante todo o dia de ontem, fomos transportados para o imaginário fantasioso de príncipes e princesas e histórias de encantar, empurrados pela mediática novela que os "media" e as redes sociais teceram à volta do nascimento de uma criança como tantas outras, mas diferente por ser o filho varão de William e Kate, futuro Rei de Inglaterra e seus arrabaldes, e a quem eu carinhosamente chamei de "Symba, o Rei dos Bifes". Ora, como a Realeza até para nascer é complicada, o puto só nasceu ao fim de mais de 10 horas de trabalho de parto. Fosse a Fanny e a coisa estava despachada em menos de 5 minutos e perfeitamente a tempo de ir fazer uma presença numa discoteca. 
Este puto, que ainda agora nasceu, já tem a vida ganha e as preocupações dele não irão muito além de escolher a roupa que vai vestir e evitar meter-se em escândalos muito grandes. O recorde Real está, para já, em aparecer nu em todas as capas de tudo quanto é jornal e revista do mundo ocidental e é detido por Harry, tio do pirralho. 
Ilustração:
Jorge Brito Drawings
Vai ter um séquito de amas para lhe trocarem a Real fralda 'Armani', vai ser um puto chato, birrento e mimado e vai poder bater nos outros putos do infantário só porque é príncipe. Os pais vão poder escolher gratuitamente entre os melhores colégios privados e os reitores das melhores universidades vão fazer fila à porta do Palácio onde vai morar. Vai passar a juventude rodeado de gajas boas, vai "snifar" cocaína da melhor qualidade, apanhar borracheiras monstruosas com os melhores 'whiskys' e 'Gins' e vai fazer desintoxicações secretas nas melhores clínicas de reabilitação do mundo. E o curso superior, esse lá há-de aparecer, mais que não seja pelo método 'Relvas'. Ser Rei deve dar equivalência, no mínimo, a um doutoramento. Há-de acabar por casar com uma 'Kate' qualquer e vai ter putos iguais a ele. Finalmente vai ser Rei, ter à sua disposição um orçamento anual de milhões para gerir como lhe der na Real gana e vai poder gastar por dia aquilo maior parte dos mortais não ganha numa vida inteira de trabalho.
Os pais dele, esses, não terão de se preocupar em garantir que na próxima refeição haja comida para pôr na mesa. Não chegarão ao mês de Agosto a fazer contas àquilo que vão gastar em Setembro com livros e material escolar para mandar o pequeno príncipe para a escola, nem se no próximo mês vai haver dinheiro para pagar a propina da faculdade. Nunca ele saberá o que é ter de procurar trabalho ou estar desempregado. O trabalho dele é ter nascido e esse trabalho está feito, enquanto que para o 'plebeu' é precisamente aí que começa a trabalheira.
Mas isto assim não tem piada nenhuma. Uma vida sem conquistas, sem vitórias, uma vida em que se tem tudo como um dado adquirido e as coisas "caem do céu", não permite apreciar as pequenas coisas da vida, muito menos saber o seu valor.
Nunca ele experimentará a inigualável sensação de comprar uma carteira de cromos com o dinheiro poupado de uma parca mesada, nem nunca os pais dele conhecerão o brilho de felicidade nos olhos de um filho a quem acabaram de oferecer uma PlayStation em segunda mão, 'crackada' porque os jogos são caros, e para a qual tiveram de andar um ano inteiro a juntar dinheiro.
Estes, sim, são os pais que mereciam ser notícia de abertura dos telejornais e que mereciam ter uma coroa na cabeça. E foi nestes pais que eu pensei ao assistir a todo o circo montado à volta do nascimento do 'Royal Baby Boy': nos pais que saem de casa todos os dias para irem lutar pelo garante do sustento e educação dos filhos e não naqueles que para o garantirem basta terem um nome que não cabe no bilhete de identidade...


"O dinheiro, a fama e a fortuna podem ter o seu brilho momentâneo; Mas as coisas realmente importantes da vida, aquelas capazes de nos marcar a existência, dinheiro algum pode comprar."

terça-feira, 16 de julho de 2013

Rui Costa vence etapa do Tour - "O meu sonho é ir ao programa da Oprah".

O ciclista português Rui Costa, que alinha pela equipa espanhola 'Movistar', venceu hoje a 19.ª etapa da Volta à França, conforme relata aqui 'O Público'. Esta foi terceira vitória da sua carreira na prova-rainha do ciclismo mundial, mais conhecida por 'Grande Caravana Ambulante de Ensaios Farmacêuticos e Outras Cenas Intravenosas'.
Após a cerimónia de consagração, o ciclista poveiro fez os agradecimentos da praxe. "Antes de mais, queria agradecer a mim próprio por ter acreditado em mim mesmo e porque sem mim nada disto teria sido possível. Depois queria agradecer à Sr.ª Directora da 'Farmácia dos Remédios' que me vende fiado a 90 dias e, por fim, queria agradecer à minha vizinha do 2.º Esq.º que é uma fofa. (Não gravaram esta parte, pois não?)"
Ilustração:
Jorge Brito Drawings
Instado pelos jornalistas quanto ao futuro da sua carreira, Rui Costa revelou uma ambição. "Acho que a minha carreira está no bom caminho, porque se não estivesse ainda a esta hora andava por aí perdido, já que a bicicleta não tem GPS, e não tinha ganho isto. No futuro, porque o que passado já lá vai, quero continuar a ganhar etapas por forma a almejar o sonho de qualquer profissional do pedal que é ir ao programa da Oprah Winfrey. Quero lá ir contar todas as minhas aventuras no mundo do ciclismo, menos aquela em que fiz uma etapa toda sem selim. E também posso contar umas anedotas. Só não quero ir fazer figuras tristes, que para isso já chega o Diogo Morgado que foi para lá chorar e comer cachorros..."

Questionado quanto aos recorrentes casos de 'doping' no ciclismo, Rui Costa foi peremptório. "Não tenho conhecimento que haja disso no ciclismo. O que acontece é que às vezes a malta engana-se e toma a medicação do colega de quarto. Por exemplo, aqui há tempos o Alberto Contador tomou a pílula da mulher do nosso director e andou três dias que mais parecia uma gaja naqueles dias do mês. Foi ao controlo anti-doping e acusou TPM. Estão a ver como são as coisas? Já a mulher do director tomou a medicação que o Contador faz para a asma e não havia quem a conseguisse arrancar de cima de uma bicicleta."
E despediu-se apressadamente dos jornalistas assim que viu passar uma daquelas viaturas de entrega de medicamentos urgentes...

sábado, 6 de julho de 2013

A primeira coisa que Vale e Azevedo fará como sacristão será rasgar o contrato com a ÓstiaTV

Vale e Azevedo voltou ontem a ser notícia, mas desta vez por um motivo já de si tão hilariante que dispensava a intervenção de um humorista para ter piada:
O ex-presidente do Benfica arrependeu-se de todos os seus crimes, ingressou na vida religiosa e foi eleito sacristão da igreja do Estabelecimento Prisional da Carregueira.
Segundo conseguiu apurar o Repórter Zarolho junto da comunidade daquela cadeia, Vale e Azevedo foi eleito com muito mais de 100% dos votos já que, num universo de 786 reclusos, Vale e Azevedo obteve 1465 votos, isto após duas recontagens feitas pelo próprio. Segundo o director da cadeia, esta votação massiva deveu-se ao facto de, durante a campanha, Vale e Azevedo ter prometido que a primeira medida que tomará como sacristão, à semelhança do que fez ao contrato com a Sporttv quando foi eleito presidente do Benfica, será rasgar o contrato com a ÓstiaTV, que detém os direitos transmissão clandestina do CCTV dos balneários da ala feminina.
O "dossier" mais urgente que Vale terá em mãos será, no entanto, a conclusão das negociações para venda do padre Serafim Piedade à igreja do EP de Custóias, já que o mesmo termina contrato a 31 de Julho e a partir daí é um padre livre para assinar com qualquer outra igreja. Neste momento, o acordo está preso por duas caixas de vinho de missa.

Outras das mudanças que o ex-advogado implementará será ao nível da gestão da receita das esmolas que, por questões de segurança, poderão passar a ser depositadas numa conta que um sobrinho de Isaltino Morais tem na Suiça, ou nas Ilhas Caimão, onde ambos têm conta. 
Contactado o Vaticano, um assessor papal afirmou que 'este é o mais extraordinário caso de arrependimento desde que Maria Madalena deixou a má-vida de um dia para o outro para se dedicar ao ponto cruz'. Aquele representante da Santa Sé adiantou mesmo que, a continuar desta forma empenhada o seu 'caminho de fé', a canonização de Vale e Azevedo poderá ser ainda mais rápida que a passagem de Maria Luís Albuquerque pelo Governo. 
Por esta altura, quem estiver a ler isto e for Benfiquista está já a pensar que ele devia era ser carbonizado em vez de canonizado...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os bolivianos estão mesmo a pedi-las!!!

Mesmo a fechar "O Dia Mais Estúpido da História da Democracia Portuguesa", e sobre o qual não me vou debruçar porque começa a enjoar, tivemos a notícia que Portugal não deu autorização para que o avião que transportava o presidente da Bolívia, Evo Morales, aterrasse em Lisboa para reabastecer (sabe-se lá de quê), por se suspeitar que o mesmo transportava o ex-espião Eduard Snowden dissimulado numa asa. Não faz o presidente Boliviano a mínima ideia do favor que lhe fizemos!!! 
Caso tivesse aterrado em Lisboa, Evo Morales enfrentaria um de dois cenários, ou mesmo ambos:
Assim que tocasse solo português, corria o risco de o povo o proclamar regente absoluto cá da urbe, uma vez que está visto que não nos safamos com os que cá estão. Com o que por cá há que fazer, Morales arriscava-se a tão cedo não pôr os pés na Bolívia. Nem de férias.
Ou, na pior das hipóteses, dado que Passos Coelho começou a fazer refém tudo quanto quanto é governante que lhe aparece pela frente, o presidente boliviano arriscava-se a ir parar ao mesmo calabouço que Paulo Portas. Se um calabouço já de si é mau, imaginem o que é estar fechado num com o Paulo Portas.  
Se a primeira hipótese é má, porque a ausência prolongada de Morales da Bolívia poderia fazer com que a rota de droga entre o Perú e o Brasil caísse em mãos erradas, a segunda seria bem pior porque, segundo consta, Paulo Portas cheira mal dos pés. 
Resumindo, Morales safou-se de boa!!!! 

No entanto, este incidente não dá aos bolivianos o direito de virem exigir explicações sobre o que quer que seja e eu vejo mesmo aqui uma solução para todos os nossos problemas: 
Declaramos guerra à Bolívia, Passos Coelho liberta Paulo Portas, que pega no submarino Arpão (o Tridente não tem a inspecção periódica feita), atravessamos o Canal do Panamá de periscópio a meia haste para não dar nas vistas, viramos à esquerda, invadimos aquilo à hora da sesta por via aérea, fazemos prisioneiros de guerra todos os bolivianos, tomámos conta da rota da droga entre o Perú e o Brasil, privatizámo-la quando estiver a dar lucro (temos larga experiência nisso) e os nossos credores, em sinal de eterno agradecimento, perdoam-nos toda nossa dívida externa e ainda dão gorjeta. E está feito!
O único problema disto tudo seria logístico, porque a Bolívia tem 11 milhões de habitantes e as nossas cadeias já estão sobre-lotadas. Isto obrigaria a celebrar umas PPP's com o Brasil para nos tomarem conta dos prisioneiros de guerra e uns contratos SWAP Vanilla com o Paraguai em troca da devolução do Cardozo e do Melgarejo. E voltava tudo ao mesmo.
E porque em Portugal volta sempre tudo ao mesmo... mais vale estarmos quietos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Sr. Silva - a Múmia, o ser inanimado mais rápido do mundo.

Fomos hoje surpreendidos, pelo menos eu fui, com esta notícia da Visão que dá conta que uma estátua egípcia se mexe sozinha, facto que está a deixar os especialistas com a cabeça feita em água. Ao que parece, este facto foi, inclusivamente, registado em vídeo, através de de câmaras que os funcionários do Museu de Manchester, local que acolhe a estátua, colocados para o efeito.
Imagem obtida em http://ppmbraga.blogspot.pt
No entanto, este já não é o primeiro episódio do género. Com efeito, há uma múmia portuguesa, baptizada de Sr. Silva e que os portugueses arrumaram no "museu" de Belém, sentada na cadeira de Presidente da República, que ultimamente se tem mexido de forma pouco habitual, coisa que está a deixar completamente à nora os maiores especialistas em egiptologia.
Trata-se de um fenómeno deveras estranho. Desde a tomada de posse para o segundo mandato na presidência Sr. Silva - a Múmia permaneceu praticamente imóvel, até que de há cerca de dois meses para cá se começou a mover de forma irrequieta. Sr. Silva - a Múmia, tem estado imparável, desdobrando-se entre visitas de estado, entrevistas sucessivas e abertura de covas, tendo toda esta actividade o seu ponto alto quando Sr. Silva - a Múmia demorou menos de 24 horas a ratificar a lei que permite que o Governo apenas pague o subsídio de férias aos funcionários públicos e pensionistas em Novembro. 
Um especialista em fenómenos paranormais referiu que, por norma, uma múmia pode demorar entre uma semana a um mês a promulgar um diploma legal, facto que faz de Sr. Silva - a Múmia o ser inanimado mais rápido do mundo. Contrariamente à estátua de Manchester, o momento em que Sr. Silva - a Múmia, despachou o diploma não foi registado em vídeo, o que impossibilita atestar que tenha sido mesmo ele a assiná-lo.
O mesmo especialista afirmou ainda que, a continuar este crescendo de actividade, será de esperar que, a partir do próximo mês de Agosto Sr. Silva - a Múmia, comece mesmo a colar cartazes eleitorais do PSD, mas daqueles sem o emblema do partido... 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Luís Borges suspeito de posse de bomba, em Londres

O modelo internacional Luís Borges, esposa do barbeiro Eduardo Beauté, meteu-se em confusões numa loja de roupa em Londres, só por ter deixado uma mala de viagem junto ao balcão de atendimento da loja.
A dado momento, a recepcionista viu-se obrigada a chamar a polícia, temendo que a mala em causa ocultasse um engenho químico, uma vez que da mesma exalava cheiro nauseabundo e que causava náuseas e vómitos num raio de 10 metros.
Chegadas as autoridades, a área foi isolada e Luís Borges abriu a mala, mostrou o seu conteúdo aos polícias e explicou que o odor em causa é provocado pela mistura do cheiro das peúgas com o cheiro de uma embalagem de lubrificante anal que se partiu dentro da mala.
No final do episódio, a polícia apreendeu-lhe apenas 4 "dildos", por excederem as dimensões permitidas pelas leis Britânicas, dos quais o manequim não abdicava, sempre que viajava sem o marido. 

Para renovar com o Real Madrid, Cristiano Ronaldo exige que Espanha nos devolva Olivença.

O Jornal espanhol "ABC" avança na sua edição de hoje aquilo que serão, alegadamente, as exigências de Cristiano Ronaldo para renovar o vínculo contratual que neste momento o liga ao Real Madrid até 2015.

Segundo avança o periódico espanhol,  CR7 tem 3 exigências:

- Auferir um salário igual ao de Messi no Barcelona. Ronaldo considera que o que ganha não justifica uma fuga aos impostos e se o Messi vai a julgamento por fraude fiscal, ele também quer ir.
- Deter a 100% os direitos sobre a sua própria imagem. Ao que parece, CR7 quer deixar de ter de aparecer em público com roupas ridículas e considera absolutamente pirosos os calções cor de rosa que teve de usar 3 dias seguidos em Miami, tudo por causa de um contrato qualquer com uma marca de pensos higiénicos. Com a plenitude dos seus direitos de imagem, o madeirense terá, finalmente, autonomia para poder vestir uma fatiota igual à que Messi usou na cerimónia de entrega d'A Bola de Ouro.
- Apoio incondicional dos dirigentes do Real Madrid. Ronaldo queixa-se que, aquando do episódio da atribuição da Bola de Ouro a Messi (de todas as bolas de ouro), os dirigentes dos "Blancos" não lhe deram nem o colinho nem os miminhos que os dirigentes do Barcelona deram ao astro argentino quando os fiscais das finanças espanholas lhe bateram à porta. Era por isto que ele andava triste. Falta de colinho.
No entanto, CR7 contou ao meu primo Miguel Cervantes, que trabalha num moinho de vento mesmo ao pé da casa dele, que há outras exigências para a renovação e o capitão da selecção garantiu-lhe que já avisou que se Espanha não nos devolver Olivença, não há renovação para ninguém....


quinta-feira, 20 de junho de 2013

A minha cidade é melhor que a tua!

Li ontem n'O Público que Viana do Castelo foi eleita "Best City" pela organização não-governamental "Europe Business Assembly" (EBA) e, por via disso, o Presidente da Câmara, José Maria Costa,  foi também merecedor do prémio "Best Manager", atribuído pela mesma organização, e à noite chegou a confirmação através do noticiários televisivos.
A surpresa cresceu quando soube que Viseu e o seu Presidente de Câmara, Fernando Ruas, serão também agraciados com os mesmos galardões numa cerimónia que terá lugar entre 30 de Junho e 2 de Julho, na cidade de Montreux, Suiça, e que contará, inclusivamente, com um discurso de Fernando Ruas, líder do município Viseense.
Como o prémio em causa pretende fazer o reconhecimento do "sucesso da gestão e da dinâmica do desenvolvimento das cidades" e estes são dois atributos que eu não reconheço nem à gestão de Fernando Ruas em Viseu e muito menos à de José Maria Costa em Viana do Castelo,  fiquei com a "pulga atrás da orelha".
Impulsionado por esta dúvida, e após uma pequena investigação na internet, que não demorou mais de 5 minutos, descobri que a dita organização irá também premiar os desempenhos de cidades como Mormugão (Índia), CapricornHibiscus Coast e Madibeng (África do Sul). Perante isto e com mais "uma volta pela net", descobri uma polémica à volta da atribuição do galardão à cidade de Madibeng e que tudo não passa, afinal, de um esquema.
Então, como é que o esquema funciona?
É simples. Como se pode ler neste artigo, os prémios são COMPRADOS. Sim, comprados(!), podendo o preço de cada um chegar aos 5.000 Euros. Sobre isto, encontrei também este artigo, que refere que Madibeng "comprou" o prémio, e este artigo que considera estas distinções uma nova forma de corrupção na África do Sul.
Posto isto, deduzo eu que o que a EBA faz é enviar emails de forma massiva para tudo quanto é município conhecido e desconhecido do planeta, prometendo um "prémio de excelência" em troca de uma insignificante quantia a rondar os 5.000,00€ e depois é só aguardar que as vítimas caiam no esquema.
Ora, como em Portugal se aproximam as eleições autárquicas, os dois líderes municipais aqui em causa, encontraram aqui, ingenuamente (espero eu), uma conveniente forma de auto-promoção, que ainda por cima é gratuita, uma vez que, como sempre, quem paga a factura destas manobras de marketing político é o contribuinte, à imagem de tantas outras, tais como as revistas municipais que nesta altura aparecem nas caixas de correio como panfletos publicitários. 
E o que é facto é que, resultado desta acção, os dois municípios foram notícia nos principais jornais e noticiários televisivos e isto é publicidade que não tem preço.

Nota final:
Uma organização que, entre outros, atribui um prémio denominado "Socrates Awards" devia causar desconfiança logo à partida.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nigella pode tratar as cicatrizes com baba de peixe-caracol...

Depois dos episódios da carne de cavalo nas lasanhas e das almôndegas do IKEA que continham matéria fecal, o mundo da culinária dá-nos novamente motivos de interesse. O bacalhau, afinal, é peixe-caracol e Nigella Lawson foi agredida em público pelo marido.


Peixe-caracol, a nova iguaria.
O bacalhau é, como todos sabemos, apelidado por muitos portugueses de "fiel amigo", título que outros tantos preferem atribuir ao cão. Se há coisa que eu nunca percebi muito bem, é esta divisão de opiniões quanto à atribuição deste título de "campeão da fidelidade". Mas o que é certo é que eu nunca vi ninguém a passear uma folha de bacalhau por uma trela, da mesma forma que nunca vi ninguém pôr um cão a demolhar para o servir na Ceia de Natal. Enfim, portuguesices que ninguém entende, nem vale a pena tentar. 

Como se já não bastasse a crise para afastar o bacalhau do prato dos portugueses, os poucos que o podem comprar não o podem fazer nos supermercados Auchan, sob pena de levarem pra casa um tal de peixe-caracol, cuja venda, imagine-se, é interdita em Portugal.

Toda esta problemática terá os seus efeitos ao nível do cancioneiro, o que levará a reescrever mega-sucessos da nossa música popular, tais como "Quero cheirar teu peixe-caracol, Maria..." e "O Peixe-Caracol quer'alho... é o melhor tempero!". 
No entanto, responsáveis do Grupo Jerónimo Martins vieram já desdramatizar o episódio, salientando que o consumo do produto em causa poderá ser até benéfico para a saúde, uma vez que contém uma nova substância que combate o envelhecimento das células, feito à base da baba do simpático peixe-caracol.



Foi amor à primeira vista. Só pode.
No entanto, de "Terras de Sua Majestade", chegou outra notícia do reino das panelas de pressão, mas que desta vez nada tem que ver com os ataques de fúria do "chef" Ramsay. 
Nigella Lawson, 53 anos, popular apresentadora de programas de culinária, foi agredida à porta de um restaurante (ironias do destino) pelo marido, o multimilionário e coleccionador de arte Charles Staachi, 17 anos mais velho que a "Pamela Anderson" dos bicos a gás. Olhando para a foto, facilmente se percebe que estamos perante mais uma daquelas fantásticas histórias em que o amor é lindo, não escolhe idades e facto de o senhor em causa ser dono de uma das maiores fortunas de Inglaterra em nada contribuiu para acelerar o processo amoroso. Como diz o ditado "há sempre um testo para uma panela". 
Segundo os tablóides britânicos, "a mostarda chegou ao nariz" do magnata por ter sido obrigado a ir almoçar fora, depois de a conhecida "chef" se ter recusado a confeccionar um dos seus pratos preferidos, o famoso ícone da "nouvelle cuisine" lusitana "Peixe-caracol à Gomes de Sá"...


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Snowden denunciou e Washington confirma - os EUA espiaram Vítor Gaspar!

O escândalo sobre o programa norte-americano de espionagem global, recentemente posto a descoberto por Edward Snowden, está a atingir proporções inimagináveis e chegou já a Portugal. 

Depois de ontem ter denunciado que os EUA espiam instituições civis chinesas, Edward Snowden afirma que o executivo de Barak Obama também espiou o Ministro das Finanças português, Vítor Gaspar, facto que um porta-voz da Casa Branca já veio confirmar e apontar os motivos.
"Para nós, Vítor Gaspar era um caso de estudo, já que não conseguíamos perceber de que forma pode um Ministro das Finanças errar em todas as suas previsões económicas. Tínhamos de descobrir por que linhas-mestras e indicadores ele seguia, por forma a não cometermos os mesmos erros.  Como ele nunca deu explicações públicas sobre os seus redundantes falhanços, tivemos de descobrir por nós próprios. 
Assim, invadimos facilmente o seu computador pessoal e obtivemos controlo sobre a sua "webcam". A partir daí foi fácil seguir o seu dia-a-dia, que é monótono e previsível, exceptuando-se os horários em que ele acede a pornografia na "web", que nunca são os mesmos. Após alguns dias de vigilância, qual não foi o nosso espanto quando descobrimos que Vítor Gaspar tomava as suas decisões jogando o tradicional "pedra, papel ou tesoura" com o seu chefe de gabinete e, na sua ausência deste, através do básico "moeda ao ar". Podemos mesmo afirmar que chegou a perder alguns dos jogos que disputou contra si próprio. 
Entretanto, abandonamos este programa de espionagem quando recentemente descobrimos que o Ministro das Finanças português adoptou um novo método e começou a basear as suas previsões numa publicação científica norte-americana, sobre economia, denominada "Edge of Water" e que em Portugal é publicada sob o título "O Borda d'Água". 
Outro facto curioso e inexplicável que descobrimos, é que Vítor Gaspar lava sempre as mãos depois de anunciar mais medidas de austeridade e depois de cumprimentar Paulo Portas." - pode ler-se no comunicado a que o meu primo Cristóvão Colombo teve acesso exclusivo.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Agência Internacional de Energia Atómica abre inquérito às declarações de Cavaco.

Cavaco Silva firmou ontem, em entrevista exclusiva a Fátima Campos Ferreira, na RTP1, que tem uma bomba atómica mas que só a vai utilizar em "situações muito especiais"... analisemos:

Fruto destas declarações, um porta-voz da Agência Internacional de Energia Atómica  emitiu uma nota de imprensa a dar conta que será instaurado o competente inquérito de averiguações, já que não é suposto que pessoas diminuídas intelectualmente tenham em sua posse material nuclear. "Uma bomba atómica nas mãos da pessoa errada pode ter consequências nefastas para a população. E não adianta virem dizer que não têm, porque Sadam Hussein dizia o mesmo e foi o que se viu", pode ler-se no comunicado.
Quem se ofereceu, de imediato, para ficar com a guarda do engenho nuclear em causa foi o líder do Governo de Luanda. Segundo José Eduardo dos Santos, uma bomba atómica é a única coisa que falta para impor um regime verdadeiramente democrático em Angola.
Entretanto, a Presidência da República emitiu também ela um comunicado, afirmando que tudo não passa de um equívoco, uma vez que o Presidente da República pensou que Fátima Campos Ferreira lhe havia perguntado acerca da flatulência causada pela feijoada à transmontana.