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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Rotundas, charme e buzinadelas


Hoje, pela segunda vez na mesma semana, uma senhora parou para eu passar numa rotunda...

Só não sei se foi por me ter achado extremamente belo e simpático, ou se por ter achado que eu não conseguia parar o carro a tempo. 
Vou pela primeira hipótese, uma vez que a senhora em causa me buzinou insistentemente.
Além disso, fez-me um gesto com a mão, aquele gesto típico com o dedo do meio em riste, normalmente utilizado para convidar outra pessoa para tomar um café. Eu é que não pude aceitar, porque já estava atrasado para o trabalho. A senhora até tinha um ar simpático, mostrou-me até uma bengala, mas teve de ficar pra uma próxima. Esta da bengala não percebi muito bem.

Eu sei. Isto de andar a semear charme pelos semáforos e rotundas deste país, não é para todos, mas a pala do olho surte um efeito fantástico junto do mulherio. 
Já me chegaram mesmo a dizer que eu devia era usar duas palas, em vez de uma só. Diz que seria o mais indicado no meu caso e que uma carroça às costas também não me ficava nada mal. Mas como quem me disse isto foi um camionista, eu duvidei das suas intenções, porque o senhor estava com cara de poucos amigos. Mas que culpa tenho eu que os camiões percam sempre a prioridade nas rotundas? Não fui eu que fiz o Código da Estrada.
As rotundas foram do melhor que se pode inventar. É um local de convívio fantástico, onde se pode conhecer gente nova e são um local onde toda a gente buzina a cumprimentar os demais condutores. Estamos sempre a ouvir "pára aí o carro", "seu este", "seu aquele", e outros adjectivos que não se percebem por causa do barulho das buzinas.
E também são um local de festejos. Por exemplo, para onde é que os Benfiquistas costumam ir festejar? Hum? Hum? Para a Rotunda do Marquês de Pombal! Querem maior prova da utilidade das rotundas?
Só é pena que algumas pessoas pensem que aquilo é tudo delas e não respeitem os outros. Mas eu, a essas, dou um desconto...




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Função Pública - Angry Birds, senhas, cafeína e cortes

Se estiverem num Centro de Emprego e, de repente, ouvirem "WEEEEEEEEEEEEEE....", desenganem-se. Não é alguém a regozijar-se por ter arranjado emprego. Isso não existe. É um funcionário que está a jogar "Angry Birds" e esqueceu-se de tirar o som do computador. (by Carlos Santos)


Agora há umas mais modernas,
mas eu gosto mais destas.
Alguns de vocês, lembram-se de como que era entrar, aqui há uns anos, numa  repartição pública. Era como se entrássemos numa dimensão paralela, onde reinava a desordem e o caos. Hoje em dia é exactamente igual. Mas com senhas. O caos continua lá, mas agora segue a ordem sequencial que as senhas ditam. Transmitem-nos a sensação de estarmos num país Europeu, mas essa sensação acaba mal nos damos conta que a nossa senha tem três dígitos, o monitor marca "senha 001", o funcionário está agora a estacionar e ainda vai tomar café.

As senhas são apenas um exemplo da excepcional evolução
Funcionário Público a trabalhar
que a função pública tem tido nos últimos anos, ao nível dos recursos. Vivemos na era da internet, onde tudo acontece em tempo real, e a função pública acompanhou os tempos. Pena é que não exista uma aplicação  através da qual se possa interagir com as repartições públicas, o que faria todo o sentido, já que o local indicado para se encontrar um funcionário durante o horário de expediente, é no facebook. Isto, se já tiver regressado do café da manhã.

D. Eduarda, uma funcionária ao serviço do utente
Mas nem tudo é mau. Dou-vos o exemplo da "D. Eduarda", funcionária de uma repartição de finanças. A "D. Eduarda" é daqueles funcionários que nos faz sentir necessidade de lá voltar. Não pela sua simpatia, que é muita, mas porque muito dificilmente nos consegue resolver o problema à primeira. E voltamos lá quantas vezes as necessárias, até a "D. Eduarda" concluir que o nosso problema não é da sua competência, mas sim de um colega que ainda não voltou do almoço. E lá vamos nós outra vez à maquina das senhas.
Se perguntarem à "D. Eduarda" onde fica o "Balcão do IRS", o mais certo é acabarem nos lavabos. E não há ninguém que grite como ela "SENHA 123!!!", depois de voltar do café da tarde.

Há, no entanto, uma coisa que a "D. Eduarda" gostava de fazer e não pode. Ela queria muito poder fugir aos impostos, tal como faz a esmagadora maioria dos grandes empresários e políticos deste país. Ela queria chegar-se ao pé do seu patrão, Vítor Gaspar, e dizer-lhe:
- "Ó chefe. A partir do mês que vem, podia declarar só metade do meu ordenado e pagava-me o resto 'por fora'... É que depois dos descontos que o Ministro das Finanças, esse gatuno, me faz no ordenado, o que fica mal dá para sobreviver...".
Ao que Vítor Gaspar lhe responderia:
- "Secção de Reclamações? Retire uma senha verde e aguarde a vez, que eu agora vou tomar um café..."

Não podem ser sempre os mesmo a pagar uma crise para a qual não contribuíram...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Escândalo! António Passos Coelho não é pai do Primeiro Ministro!

O país acordou mais uma vez com uma notícia polémica. Em entrevista ao Jornal I, António Passos Coelho aconselha o filho a demitir-se.
Seria novidade se fosse o único a pensar isso. Mas não é.
No entanto, o senhor dá uma demonstração clara de que podemos chegar perfeitamente lúcidos à terceira idade, desde que não tenhamos "Cavaco Silva" no nome. Aí, não há nada a fazer.
No entanto, o problema é outro. Ao que perece, estas declarações surgem na sequência de uma descoberta que o conceituado médico de Vila Real fez. Afinal, o Primeiro Ministro não é seu filho. 
"Descobri finalmente a verdade. Na altura, desconfiei dumas viagens que a minha mulher andava a fazer a Santa Comba Dão, em Outubro de 1963, mas ela dizia-me que era promessa ir lá rezar todos os dias e eu acreditei. Afinal, a promessa era outra e não era pra rezar que ela se ajoelhava... Eu devia ter percebido logo que estes tiques de ditador que o moço tem, não são obra do acaso! E as semelhanças físicas?!?!?! Cara de um, focinho do outro!!!" - Desabafou.
António Passos Coelho já deu, entretanto, entrada de um processo na Conservatória do Registo Civil, no sentido de  retirar os apelidos "Passos Coelho" ao ex-filho que deverá passar a chamar-se "Pedro Oliveira Salazar".
Qualquer um desconfiava.