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domingo, 12 de maio de 2013

O dia em que Jesus precisou de um milagre

A derrota de ontem do Benfica frente ao Porto, fez soar o alerta vermelho por todo o país e levou, inclusivamente, Pedro Passos Coelho a convocar um Conselho de Ministros extraordinário, onde foi exigida a presença de Jorge Jesus. 

De joelhos, a treinar para ir a Fátima
Caso o Benfica tivesse ganho, o Primeiro Ministro iria aproveitar a distracção generalizada para anunciar mais medidas de austeridade. Mas Jorge Jesus falhou, o que levou Paulo Portas a apelidar o treinador de "Vitor Gaspar do futebol", já que JJ acerta tanto nas substituições como o Ministro das Finanças acerta nas previsões macro-económicas. Dois visionários.
Jorge Jesus, no entanto, não pode comparecer ao chamamento de Passos Coelho, porque é sua intenção arrancar directo para o Santuário de Fátima, logo que consiga secar o cabelo. É que depois do banho de bola que levou ontem de um tal de Vitor Pereira, a tarefa não está fácil.   

Quem rejubila de entusiasmo com a derrota encarnada, são
os comerciantes da zona envolvente daquele Santuário Mariano. Desde ontem à noite que as de t-shirts do Justin Bieber foram destronadas do top de vendas, para dar lugar às velas encarnadas, que os adeptos do clube da "Luz" põem a arder a N.ª Sr.ª de Fátima, solicitando a intervenção de um ente realmente divino, porque, na opinião deles, "este Jesus deve ser feito na China". Outros artigos em destaque são os porta-chaves do Chelsea e os termómetros  com indicação de graus em "Kelvin".

Meu Deus... o teu filho é um incompetente.
Por outro lado, quem neste momento apela a todos os santinhos do paraíso é Luís Filipe Vieira. O presidente encarnado fiou-se na Virgem, renovou a termo incerto o contrato de Jorge Jesus na noite do apuramento para a final da Liga Europa e agora não sabe como há-de transmitir a notícia aos sócios sem haver um suicídio colectivo.

Razão tinha Pimenta Machado, que dizia que "em futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira". Em dois minutos, Jorge Jesus passou de bestial a besta e Vitor Pereira passou de besta a treinador vitalício.

Quem ontem saiu também à rua em ambiente grande festa, foram os adeptos do Sporting e com razões legítimas para o fazerem. Afinal, não é todos os dias que se ganha ao Olhanense, se garante o afastamento das competições europeias e se confirma o pior ano desportivo de toda a história do clube...  Inimigo público
Nem eu sei... porque não fiquei em casa.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pedro Passos, o Coelho refundilhão (mas pouco)

Faz hoje precisamente uma semana que Passos Coelho me entrou outra vez em casa, novamente sem ser convidado, para anunciar mais cortes e mais austeridade. No entanto, Passos Coelho referiu uma coisa que me deixou a matutar. "VAMOS REFUNDAR O PAÍS". 
Vamos lá ver, então:
Desde que chegou ao poder, Passos Coelho não tem feito outra coisa que não seja "refundar" os portugueses, designadamente funcionários públicos e pensionistas, estes sim, andam mais que "refundidos" com o Primeiro Ministro. Se o Passos Coelho quisesse "refundar" gajas, do tipo Erica Fontes, eu ainda entendia. Oh, como eu o entendia! mas esta tara por pensionistas e funcionários públicos é coisinha que nem ao Zé Castelo Branco era capaz de ocorrer.

Eu até entendo que Pedro Passos Coelho sinta necessidade de andar "refundar" por fora. Se eu chegasse a casa e desse de caras todos os dias com a D. Laura, também me havia de dar vontades de ir "refundar" pra bem longe dali.

Mas Passos Coelho é muito fraquinho a "refundar". Passou uma semana inteirinha sem que o voltasse a fazer. Passos Coelho é daqueles que "refunda" uma vez e está o assunto arrumado para uns tempos. Dá tudo de uma vez e isto assim não vá lá! 

Os portugueses são um povo bastante activo no que a "refundar" diz respeito e, a continuar assim, o Primeiro Ministro ainda se arrisca a ser trocado por outro que "refunde" mais e melhor. Português não é tipo para passar uma semana inteira a seco, ali sem ser "refundado". Ainda por cima, Passos Coelho tem o péssimo hábito de querer "refundar" às 8 da noite, que é hora de jantar e os putos ainda estão acordados e quer sempre "refundar" perante as câmaras da televisão, ali, com toda a gente a ver. É um exibicionista.

Uma vizinha minha (sim, sim, a que pôs mamocas novas neste post mas vai ficar sem elas) já me confidenciou que prefere ser "refundada" por um grupo de governantes africanos. Segundo ela, os africanos têm programas de "refundação" muito maiores e sabem o que fazer com eles para satisfazer o povo. Eu isto não posso confirmar, porque o mais próximo que estive de África foi quando me enganei no caminho de casa e fui ter ao Bairro da Bela Vista.

Em resumo, Passos Coelho é daqueles casos flagrantes em que faz todo o sentido dizer-se que "a quem não sabe 'refundar', até os 'ministros' embaraçam".
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A pedido de Vale e Azevedo, Isaltino Morais transferido para o EP da Carregueira

Ora, segundo notícia do Público, Isaltino Morais foi hoje, finalmente, transferido das instalações da Polícia Judiciária para o Estabelecimento Prisional da Carregueira.

Segundo consta no meio prisional, o autarca de Oeiras foi transferido na sequência de um requerimento apresentado por Vale e Azevedo, que também está hospedado  naquela cadeia, estadia essa suportada por todos os portugueses e não apenas pelos benfiquistas, como era justo que fosse. 
Ao que parece, na base de tal pedido estará o facto de o ex-presidente do Benfica precisar de um parceiro para formar equipa no torneio inter-prisões de matraquilhos.
O atraso na transferência deveu-se à greve que os Guardas Prisionais fizeram nos últimos dias, mas Vale e Azevedo desbloqueou a situação oferecendo à Ministra da Justiça, 20% do passe do lateral direito da sua equipa de matraquilhos, que está a ser negociado com o Sporting para a próxima época.

Mas Isaltino Morais foi a última opção nas escolhas do agora empresário de jogadores de matraquilhos, depois de Carlos Cruz e Ferreira Dinis recusarem os respectivos convites, justificando com o facto de darem preferência a jogos de cariz mais infantil.