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quinta-feira, 2 de maio de 2013

O pior pesadelo da vida de um homem casado


Só uma coisa na vida de um homem consegue ser pior que acompanhar a esposa nas compras do supermercado. É ter de ir ao supermercado sozinho. 

Quando a respectiva mais-que-tudo diz "Ó more! No fim do trabalho podias passar no supermercado e trazer meia-dúzia de coisas que estão a fazer falta", o pânico instala-se, o sangue gela nas veias. A primeira coisa que ocorre é dizer "Eu até ia, mas hoje não posso". Mas como as consequências de dizer não a uma solicitação/ordem da mulher são sempre piores do que as  que resultam do sim, o homem acede sem pestanejos. Ir emborcar umas mines com a malta do clube de pesca, vai ficar pra depois. Outra vez.
O dia acaba logo ali, porque um homem não consegue pensar em mais nada do que a tortura que o espera ao final da tarde num qualquer Continente ou Pingo Doce.
O sangue volta a gelar e o pânico instala-se de novo, quando a "meia-dúzia de coisas" se transforma numa lista que só encontra comparação, em termos de tamanho, nos infindáveis discursos que Fidel Castro fazia no 1 de Maio. Se a lista de compras fosse feita por um homem, seria reduzida a metade e mesmo assim haveria lá tralha que não faz falta pra nada. Ok. Os amendoins podem ficar.
Chegado ao supermercado, é o caos. Um homem espera sempre que os produtos estejam expostos nos corredores pela mesma ordem em que eles constam da lista de compras. Na cabeça de um homem, faz todo o sentido que a cerveja esteja na prateleira ao lado das lâminas da barba e que o whisky esteja logo a seguir à banca dos enchidos e fumados. Por aqui se vê que um supermercado não foi idealizado para ser frequentado por homens. Tanta organização e tanta ordem, só pode ser para mulheres.
Um homem não tem problema em lidar com os produtos que constam da lista, excepto um. A lista pode até contemplar tampões, pensos higiénicos e cremes hidratantes. Não há problema. Dá até um ar de modernidade e serão orgulhosamente colocados em lugar de destaque no carrinho das compras. Ali, onde toda a gente veja.  
Mas há um que o homem reza interiormente a todos os santos para que não esteja na lista. O papel higiénico.
Não há nada pior para a masculinidade do que um homem ser visto a comprar papel higiénico. Os restantes clientes olham para um homem como se ele estivesse a sair do Casal Ventoso, com um embrulhinho na mão. Mas porque raios o papel higiénico teima em vir em gigantescos volumes que são impossíveis de dissimular seja de que forma for??? A solução passaria por comprar daqueles rolos todos modernos da Renova, que vêm em embalagens mais pequenas, mas o preço é proibitivo. Homem algum investe 4,00€ do seu património numa coisa que apenas serve para limpar o c....oiso. 
Esta é uma ocasião em que um homem gostava de ter o super-poder da invisibilidade. Outra ocasião é ao chegar a casa depois das 2 da manhã. Mas isso será assunto para uma outra dissertação.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A verdadeira luta do 1.º de Maio




No "Dia da Árvore", plantam-se árvores; No "Dia do Livro", compram-se livros; No "Dia do Trabalhador"... é feriado e ninguém trabalha porque é "Dia de Luta"!

Quem quer ver os trabalhadores portugueses a lutar, não encontra melhor dia que o 1 de Maio, dia escolhido para consagrar a classe operário-proletário-trabalhadora. Meia-dúzia de pessoas, portanto.


O dia é todo ele feito de luta. Para começar, é a luta por pôr a pé antes que seja hora de ir outra vez para a cama. 
Se conseguir ganhar esta luta e estiver mau tempo, vem a luta pelo lugar de estacionamento mais próximo da porta de entrada do "shopping" lá da terra, local de romaria obrigatória nos dias de chuva. Ao vir embora, é a luta para arrancar os putos do parque de diversões e a luta para acordar a sogra que entretanto adormeceu numa daquelas poltronas que fazem massagens por 1€, mas onde toda a gente se senta porque é um desperdício aquilo estar ali "à boa vida". 
Se estiver bom tempo e calor, vem a luta pelo melhor "spot" da praia, aquele de onde melhor se veja o "topless" do mulherio circundante. Ao vir embora é a luta para arrancar os putos da água e a luta para acordar a sogra que entretanto adormeceu à sombra do guarda-sol do vizinho do lado, porque até era um desperdício aquilo estar ali abandonado
Em ambos os casos, ao chegar a casa, mais uma luta! Arrancar os putos e a sogra do carro, porque entretanto adormeceram todos. 
Os poucos que não estão incluídos no grupo acima descrito, aproveitam a calmaria generalizada das cidades e vão em passeio organizado, empunhando tarjas e cartazes com palavras de ordem contra aqueles que fazem com que eles possam ser trabalhadores, ou seja, o patrão. 
Mas, como as ruas estão esvaziadas de gente, porque está tudo no "shopping" ou na praia, a única coisa contra a qual têm realmente de lutar, é contra o preço da "mine" e da bifana nas "roulotes" plantadas ao longo do percurso do passeio.

E para finalizar em grande estilo o "Dia de Luta", todos lutam para interiorizar que o "Dia de Luta" terminou e o dia seguinte é outra vez dia de trabalho, um banal dia de luta.


terça-feira, 30 de abril de 2013

Uma sugestão a Vítor Gaspar


Vítor Gaspar, anunciou que o Estado vai ter de cortar 4.700 milhões de euros na despesa entre 2014 e 2016. 
No entanto, o Ministro da Finanças não revelou onde é que esses cortes vão ser aplicados porque, muito provavelmente, nem ele sabe.

Posto isto, veio-me de imediato ao pensamento uma coisa em que se pode economizar uns trocos valentes: 
Na imagem da D. Maria.
Era dispensar tudo quanto é conselheiro de moda, costureira e aderecista encarregues de cuidar da imagem da dita senhora e começar a ir, ela própria, comprar os seus  próprios trapinhos à Feira de Carcavelos. O Estado poupava pra cima de um dinheirão, ninguém notava diferença alguma no trajar da D. Maria e mesmo que se notasse, seria seguramente para melhor.  

Só não sugiro que Vítor Gaspar obrigue a D. Maria a pagar os seus trapinhos com dinheiro do seu próprio bolso, porque se me parte o coração perante casos de idosos em situação de emergência social. É que a senhora ganha apenas 800,00€/mês de reforma, é casada com um senhor carregado de "Alzheimer" que não sabe se a sua reforma vai chegar para os remédios e vivem ambos em habitação social cedida pelo Estado, que custa anualmente ao contribuinte 17 milhões de Euros em condomínio.
Este meu coração de manteiga ainda me há-de levar à ruína.